Quando a endometriose precisa de cirurgia?

24 de março de 2026
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Quer saber quando a endometriose precisa de cirurgia?

A endometriose é uma condição ginecológica que pode causar dor intensa, alterações no ciclo menstrual e até dificuldade para engravidar.


Em muitos casos, o tratamento com medicamentos hormonais e controle da dor é suficiente para aliviar os sintomas e estabilizar a doença. 


Porém, existem situações em que a cirurgia passa a ser considerada como parte importante do tratamento, seja para remover lesões, tratar complicações ou preservar a fertilidade. 


Entender quando esse procedimento ajuda a esclarecer dúvidas, reduzir inseguranças e buscar a avaliação especializada no momento certo!


O que é a endometriose e como ela evolui ao longo do tempo? 


A endometriose é uma doença ginecológica crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio, que normalmente reveste a parte interna do útero, fora da cavidade uterina.


A condição pode atingir ovários, trompas, ligamentos uterinos, peritônio e, em casos mais complexos, intestino, bexiga e ureteres. 


De acordo com a Organização Mundial da Saúde, trata-se de uma condição que afeta aproximadamente 10% das mulheres e pessoas que menstruam em idade reprodutiva no mundo. 


Esse tecido ectópico responde aos estímulos hormonais do ciclo menstrual, especialmente ao estrogênio, o que provoca inflamação crônica, dor pélvica e, em muitos casos, infertilidade. 


Ao longo do tempo, a endometriose pode apresentar evolução variável. 


Em algumas mulheres, as lesões permanecem estáveis, enquanto em outras há progressão, com aumento da profundidade e extensão dos implantes. 


Assim, a inflamação repetida pode levar à formação de aderências, faixas de tecido cicatricial que “colam” órgãos entre si.


Além disso, podem surgir endometriomas, que são cistos ovarianos preenchidos por conteúdo espesso e escuro.


Quais são as causas da endometriose?


A causa exata da endometriose ainda não foi totalmente esclarecida.


Uma das explicações mais aceitas é a da menstruação retrógrada, situação em que parte do sangue menstrual, contendo células do endométrio, retorna pelas trompas de Falópio em vez de sair do organismo normalmente. 


Essas células podem se fixar em outras regiões da pelve ou do abdômen, onde passam a crescer e formar os focos da endometriose.


A genética também parece ter influência importante, já que mulheres com familiares de primeiro grau diagnosticadas com a doença apresentam maior risco de desenvolvê-la.


Além disso, alterações no funcionamento do sistema imunológico e desequilíbrios hormonais podem favorecer a implantação e o crescimento do tecido semelhante ao endométrio fora do útero.


Como realizamos o diagnóstico dessa condição?


O diagnóstico da endometriose começa pela investigação clínica quando a paciente apresenta sintomas compatíveis com a doença.


Na avaliação física, podemos observar sinais como espessamento dos ligamentos localizados atrás do colo do útero, presença de útero retrovertido e fixo, além de aumento das regiões anexiais, que pode indicar a existência de cistos relacionados à endometriose.


Apesar de essas alterações ajudarem na suspeita diagnóstica, a confirmação costuma depender de métodos complementares.


O procedimento considerado padrão-ouro para o diagnóstico é a análise anatomopatológica de amostras coletadas durante a videolaparoscopia. 


Contudo, por se tratar de um método invasivo, avaliamos sua indicação com cautela.


Atualmente, exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal com preparo adequado e a ressonância magnética pélvica com preparo intestinal oferecem excelente precisão diagnóstica.


Como fazemos o tratamento clínico desta condição?


Geralmente, começamos o tratamento da endometriose pelo controle da dor e da atividade hormonal da doença. 


Para isso, utilizamos analgésicos e anti-inflamatórios para aliviar os sintomas dolorosos, associados a terapias hormonais, como anticoncepcionais combinados, progestagênios ou outros medicamentos que reduzem a ação do estrogênio.


O objetivo é diminuir o crescimento do tecido endometriótico e controlar a inflamação.


Além disso, nos casos em que há infertilidade associada, o tratamento pode incluir estratégias para preservação da fertilidade ou encaminhamento para técnicas de reprodução assistida.


O acompanhamento contínuo também é parte essencial do tratamento, pois a endometriose é uma condição crônica que pode exigir ajustes.


Por fim, medidas complementares, como fisioterapia pélvica, orientação nutricional, prática regular de atividade física e suporte psicológico, podem ajudar no controle da dor e na melhora da qualidade de vida.


Quais sintomas indicam que a cirurgia pode ser necessária?


Alguns sintomas podem indicar que a endometriose está mais avançada ou não respondeu bem ao tratamento clínico, fazendo com que a cirurgia seja considerada.


Entre esses sinais, destacamos:


  • Dor pélvica intensa e persistente, mesmo com uso de medicamentos;
  • Cólicas menstruais muito fortes que limitam as atividades do dia a dia;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Infertilidade associada à endometriose, especialmente após tentativa de tratamento clínico;
  • Presença de cistos ovarianos (endometriomas) identificados em exames;
  • Suspeita de comprometimento de órgãos como intestino, bexiga ou ureteres;
  • Sintomas intestinais ou urinários importantes relacionados ao período menstrual;
  • Crescimento das lesões observado em exames de imagem;
  • Baixa qualidade de vida devido à dor crônica.


Em quais situações o tratamento conservador não é suficiente?


O tratamento clínico da endometriose, baseado no uso de analgésicos, anti-inflamatórios e terapias hormonais para bloquear a ação do estrogênio pode não ser suficiente para tratar a endometriose.


Também pode haver falha do tratamento clínico quando exames mostram crescimento das lesões, formação de endometriomas volumosos nos ovários ou sinais de comprometimento de órgãos como intestino, bexiga ou ureteres.


Essas são situações em que a doença pode causar obstruções, sangramentos ou prejuízo funcional. 


Além disso, nos casos de infertilidade associada à endometriose, especialmente quando há distorção da anatomia pélvica por aderências, apenas o tratamento medicamentoso pode não ser capaz de restaurar as condições necessárias para a gravidez.


Nessas circunstâncias, após avaliação individualizada do quadro, da intensidade dos sintomas, da idade da paciente e do desejo reprodutivo, podemos considerar a cirurgia para endometriose.



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Como funciona a cirurgia para endometriose e quais técnicas utilizamos?


Hoje, a laparoscopia é uma das técnicas mais utilizadas na cirurgia para endometriose, por se tratar de um método minimamente invasivo. 


Nesse procedimento, fazemos pequenas incisões no abdômen para a introdução de uma câmera e instrumentos cirúrgicos delicados.


Isso nos permite a visualização completa da cavidade pélvica, a identificação precisa das lesões e sua remoção, além da liberação de aderências e do tratamento de áreas infiltradas.


Além da laparoscopia convencional, também podemos empregar a cirurgia robótica.


Essa é uma tecnologia avançada que oferece visão ampliada em alta definição, maior precisão dos movimentos e melhor ergonomia para o cirurgião.


Aspectos muito úteis em casos de endometriose profunda ou envolvendo estruturas delicadas.


Após a cirurgia, recomendamos que a paciente mantenha acompanhamento para reduzir o risco de retorno dos sintomas, já que a endometriose é uma condição crônica e pode reaparecer ao longo do tempo.


Então, se você apresenta sintomas de endometriose, dor persistente ou recebeu indicação de cirurgia, o mais importante é passar por uma avaliação individualizada. 


Agende uma consulta com a Dra. Graziele Cervantes, especialista em endometriose.



Faremos uma análise completa do seu caso e orientaremos sobre o tratamento mais adequado para sua saúde e qualidade de vida!


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Formação da Dra. Graziele Cervantes

  • Ginecologista e Obstetra formada pela Maternidade Darcy Vargas - SC em 2016;
  • Especialização em Endoscopia Ginecológica e Endometriose pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2016-2018);
  • Curso de Imersão em Laparoscopia em Clermont-Ferrand, França (2019);
  • Especialização em Longevidade e Medicina Ortomolecular;
  • Médica Assistente do Setor de Endoscopia Ginecológica e Endometriose da Santa Casa de São Paulo;
  • Professora da Pós Graduação de Videoalaparoscopia e Histeroscopia da Santa Casa de São Paulo - NAVEG;
  • Mestra da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
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