Endometriose

É uma doença de caráter inflamatório que compromete os órgãos genitais femininos. Definida como a presença ou migração do tecido uterino para fora de suas delimitações normais.

A endometriose  geralmente compromete os órgãos genitais femininos como o útero, trompas, ovários, ligamentos uterinos, peritônio, bexigaintestino e outras localizações.

A endometriose pode comprometer 10% a 30% das mulheres em idade reprodutiva, principalmente mulheres em idade fértil, de 20 a 40 anos de idade.

Estágios da Endometriose

Alguns critérios são utilizados para classificar a presença e o desenvolvimento da doença de acordo com o tamanho e localização da endometriose, assim como a presença de endometriose profunda, ou que compromete mais de 5mm da camada superficial dos órgãos. De acordo com a Sociedade Internacional de Infertilidade, divide-se:

-Estágio I (Mínima): Pontuação de 1 a 5. Normalmente caracterizado pela presença de focos isolados de endometriose e ausência de aderências;

-Estágio II (Leve): Pontuação de 6 a 15. Normalmente caracterizado pela presença de focos superficiais e menores do que 5 cm e ausência de aderências;

-Estágio III (Moderada): Pontuação de 16 a 40. Normalmente caracterizado pela presença de múltiplos focos de endometriose, além de aderências próximas aos ovários e tubas uterinas;

-Estágio IV (Grave ou Severa): Pontuação acima de 40. Normalmente caracterizado pela presença de múltiplos focos superficiais e profundos de endometriose, além de aderências densas e firmes.

Sintomas da Endometriose

Dismenorréia: é a cólica no período menstrual

Dispareunia: é a dor que acontece durante a relação sexual na ocasião da penetração profunda. Essa dor está relacionada com a presença da doença infiltrativa e acomete a região retrocervical – atrás do colo uterino, ou o fórnice vaginal posterior (segmento da vagina próximo ao colo do útero)

Dor pélvica não-cíclica: a dor que não se relaciona com o ciclo menstrual. Portadoras da endometriose crônica podem ter dor que se agrave durante o período menstrual

Sintomas intestinais cíclicos: dores ao evacuar (tenesmo) e pode ocorrer sangramento intestinal no período menstrual, o que sugere uma endometriose profunda acometendo o intestino.

Sintomas urinários cíclicos: dores ao urinar, aumento da frequência urinária e sangramento urinário no período menstrual. Neste caso, infere-se a possibilidade de endometriose profunda acometendo a bexiga.

Diagnóstico da Endometriose

Durante o exame ginecológico é possível identificar a presença da endometriose, principalmente em casos profundos, quando a fibrose já pode ser observada ou sentida durante o exame.

Ultrassonografia com mapeamento da endometriose:  identifica lesões causadas pela doença, acometendo o íleo terminal, apêndice, ceco e sigmóide alto. Em caso de lesões volumosas, é essencial verificar a presença da dilatação ureteral.Caso haja acometimento intestinal, a ultrassonografia permite uma avaliação da parede do intestino infiltrada pela doença. Desse modo, tem-se elementos importantes para elaborar o planejamento cirúrgico.

Ressonância nuclear magnética:  Esse método é eficiente na avaliação de adenomiose, endometriomas volumosos e lesões multifocais intestinais. 

Ultrassonografia de vias urinárias: bastante relevante para a verificação de lesões volumosas na região retrocervical (atrás do útero), por conta do risco de infiltração e obstrução do ureter

Tratamento da Endometriose

O tratamento da Endometriose cursa com diversas fases para o manejo da Doença e da Dor. É importante a pcaiente entender que se trata de uma doença inflamatória, portanto, a mudança do estilo de vida com dietas anti-inflamatórias e atividades física são fundamentais para o controle da doença.

Além disso, faz-se uso do controle da dor cíclica com o uso de contraceptivos que devem ser escolhidos e levados em conta de acordo com o desejo da paciente e a necessidade do caso.

O uso de analgésicos e antiinflamatórios são necessários em casos de controle da dor aguda ou em crise, mas não devem fazer parte do uso rotineiro do controle da dor. Quando necessário, medicações especiais serão introduzidas.

A cirurgia é  considerada padrão outro para o tratamento da doença quando os sintomas não respondem ao tratamento clínico ou quando a doença é de caráter profundo, comprometendo órgãos e a qualidade de vida da paciente.

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