Laser vaginal no tratamento da incontinência urinária leve a moderada
Em busca de laser vaginal no tratamento da incontinência urinária?
A perda involuntária de urina, mesmo em pequenas quantidades, pode gerar constrangimento, insegurança e impacto na qualidade de vida de muitas mulheres.
Embora seja um problema comum, especialmente após a gravidez, com o avanço da idade ou na menopausa, nem sempre é necessário recorrer a cirurgias para tratar a incontinência urinária.
Nos últimos anos, o laser vaginal tem ganhado destaque como uma alternativa moderna e minimamente invasiva.
Ele é capaz de estimular a regeneração dos tecidos, melhorar a sustentação da uretra e ajudar no controle dos sintomas.
Então, continue lendo esse artigo para entender como essa tecnologia funciona e para quem ela é indicada.
O que é a incontinência urinária e quais são suas causas desse problema?
A incontinência urinária é a perda involuntária de urina em pequenas ou médias quantidades.
Geralmente, ela se apresenta em situações do dia a dia, como tossir, rir, espirrar, praticar exercícios ou sentir vontade súbita de urinar sem conseguir chegar ao banheiro a tempo.
Trata-se de uma condição bastante comum entre mulheres, especialmente após gestações, com o avanço da idade ou na menopausa, e pode impactar a qualidade de vida, o bem-estar emocional e a rotina social.
As formas mais frequentes nessa intensidade são a incontinência urinária de esforço, relacionada à fraqueza do assoalho pélvico e da sustentação da uretra, e a incontinência de urgência, associada à contração involuntária da bexiga.
Entre as causas da incontinência urinária leve a moderada, destacamos:
- Enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico;
- Gravidez e parto vaginal, que podem alterar a sustentação da bexiga e uretra;
- Menopausa e queda do estrogênio, que reduzem a elasticidade dos tecidos;
- Envelhecimento natural das estruturas pélvicas;
- Sobrepeso, que aumenta a pressão sobre a bexiga;
- Constipação crônica, que eleva a pressão abdominal repetidamente;
- Cirurgias ginecológicas prévias;
- Infecções urinárias recorrentes ou irritação da bexiga;
- Doenças neurológicas que interferem no controle urinário.
Quais tipos de incontinência urinária podemos tratar com laser vaginal?
O laser vaginal é uma opção terapêutica não cirúrgica para alguns casos de incontinência urinária feminina, especialmente quando os sintomas são leves a moderados e estão associados à frouxidão dos tecidos vaginais e do assoalho pélvico.
Segundo publicações de sociedades médicas como a International Urogynecological Association, essa tecnologia pode auxiliar principalmente em situações nas quais há deficiência de suporte uretral ou atrofia urogenital.
Porém, reforçamos que a indicação deve sempre ser individualizada após avaliação especializada.
Os tipos de incontinência urinária que podemos considerar para tratamento com laser vaginal incluem:
- Incontinência urinária de esforço leve a moderada, que ocorre ao tossir, rir, correr ou fazer esforço físico, sendo a principal indicação estudada para o uso do laser;
- Incontinência urinária mista com predomínio de esforço, quando há sintomas combinados, mas a perda relacionada ao esforço é o componente principal;
- Casos selecionados de urgência leve associados à atrofia urogenital, quando a melhora da qualidade do tecido vaginal pode contribuir para redução dos sintomas.
- Incontinência associada à síndrome geniturinária da menopausa, em que a atrofia vaginal e uretral contribui para perdas urinárias leves.
No nosso blog, temos um artigo completo sobre o laser vaginal para menopausa, acesse para saber mais!
Como funciona o laser vaginal no tratamento da incontinência urinária?
O laser vaginal utilizado no tratamento da incontinência urinária atua por meio da aplicação controlada de energia térmica na mucosa vaginal e nos tecidos de sustentação da uretra.
Esse estímulo promove aquecimento profundo e microlesões controladas que desencadeiam um processo de regeneração local, com aumento da produção de colágeno, melhora da vascularização e maior firmeza dos tecidos.
Como consequência, há melhora do suporte uretral e da qualidade da mucosa vaginal, fatores que podem contribuir para reduzir perdas urinárias.
Normalmente, realizamos o tratamento em sessões rápidas, no próprio consultório.
Além disso, não é preciso internação, permitindo que a paciente retorne às atividades habituais no mesmo dia.
O procedimento é doloroso? Precisa de anestesia?
De modo geral, o procedimento costuma ser bem tolerado e descrito como pouco doloroso.
A maioria das pacientes sente apenas leve sensação de calor, pressão ou pequenos desconfortos durante a aplicação.
Por isso, na maior parte dos casos, não é necessária anestesia, podendo ser usado apenas um anestésico tópico se houver maior sensibilidade individual.
Após a sessão, pode ocorrer discreta sensação de ardor ou aumento da sensibilidade local por curto período.
Porém, complicações relevantes são incomuns quando o procedimento é realizado pela especialista e após avaliação adequada da indicação.
Quantas sessões são necessárias e quanto tempo dura o efeito?
Costumamos recomendar entre duas e três sessões iniciais, realizadas com intervalos de aproximadamente quatro a seis semanas.
Isso permite que o organismo produza novo colágeno e ocorra a remodelação dos tecidos.
Algumas pacientes já percebem melhora após a primeira aplicação, mas o efeito costuma se tornar mais evidente progressivamente ao longo das semanas seguintes, conforme o processo de regeneração se completa.
Em relação à duração dos resultados, o efeito não é considerado permanente, já que o envelhecimento natural dos tecidos e fatores hormonais continuam atuando.
Na prática, muitas pacientes mantêm a melhora dos sintomas por cerca de 12 a 18 meses.
Podemos também recomendar uma sessão de manutenção anual para prolongar os benefícios.
Lembramos que os melhores resultados costumam ocorrer quando associamos o laser a outras medidas, como fortalecimento do assoalho pélvico, controle do peso e tratamento da atrofia hormonal.

Quando procurar a especialista para avaliar se o laser é indicado no seu caso?
Indicamos a avaliação com a especialista sempre que a mulher apresenta perda urinária, mesmo que em pequenas quantidades, e percebe impacto na rotina ou na segurança para realizar atividades do dia a dia.
Muitas pacientes adiam a consulta por acreditarem que a incontinência é algo “normal”.
Entretanto, a persistência dos sintomas merece investigação para identificar a causa e definir o tratamento mais adequado.
Também recomendamos a consulta quando:
- Já foram tentadas medidas como exercícios do assoalho pélvico ou uso de medicamentos sem melhora suficiente;
- Há sintomas de atrofia vaginal associados, como ressecamento e desconforto;
- A paciente busca uma alternativa minimamente invasiva antes de considerar procedimentos cirúrgicos.
Durante a avaliação, analisamos o tipo de incontinência, a intensidade das perdas, o histórico clínico e ginecológico e solicitamos os exames necessários.
Portanto, se você apresenta sintomas de incontinência urinária ou deseja saber se o laser vaginal pode ser indicado para o seu caso, agende uma consulta com a Dra. Graziele Cervantes.
Ela poderá realizar uma avaliação individualizada e orientar a melhor abordagem para a sua saúde e qualidade de vida!
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Formação da Dra. Graziele Cervantes
- Ginecologista e Obstetra formada pela Maternidade Darcy Vargas - SC em 2016;
- Especialização em Endoscopia Ginecológica e Endometriose pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2016-2018);
- Curso de Imersão em Laparoscopia em Clermont-Ferrand, França (2019);
- Especialização em Longevidade e Medicina Ortomolecular;
- Médica Assistente do Setor de Endoscopia Ginecológica e Endometriose da Santa Casa de São Paulo;
- Professora da Pós Graduação de Videoalaparoscopia e Histeroscopia da Santa Casa de São Paulo - NAVEG;
- Mestra da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.










