Laser vaginal no tratamento da incontinência urinária leve a moderada

17 de março de 2026
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Em busca de laser vaginal no tratamento da incontinência urinária?

A perda involuntária de urina, mesmo em pequenas quantidades, pode gerar constrangimento, insegurança e impacto na qualidade de vida de muitas mulheres. 


Embora seja um problema comum, especialmente após a gravidez, com o avanço da idade ou na menopausa, nem sempre é necessário recorrer a cirurgias para tratar a incontinência urinária.


Nos últimos anos, o laser vaginal tem ganhado destaque como uma alternativa moderna e minimamente invasiva.


Ele é capaz de estimular a regeneração dos tecidos, melhorar a sustentação da uretra e ajudar no controle dos sintomas. 


Então, continue lendo esse artigo para entender como essa tecnologia funciona e para quem ela é indicada.


O que é a incontinência urinária e quais são suas causas desse problema?


A incontinência urinária é a perda involuntária de urina em pequenas ou médias quantidades.


Geralmente, ela se apresenta em situações do dia a dia, como tossir, rir, espirrar, praticar exercícios ou sentir vontade súbita de urinar sem conseguir chegar ao banheiro a tempo. 


Trata-se de uma condição bastante comum entre mulheres, especialmente após gestações, com o avanço da idade ou na menopausa, e pode impactar a qualidade de vida, o bem-estar emocional e a rotina social. 


As formas mais frequentes nessa intensidade são a incontinência urinária de esforço, relacionada à fraqueza do assoalho pélvico e da sustentação da uretra, e a incontinência de urgência, associada à contração involuntária da bexiga.


Entre as causas da incontinência urinária leve a moderada, destacamos:


  • Enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico;
  • Gravidez e parto vaginal, que podem alterar a sustentação da bexiga e uretra;
  • Menopausa e queda do estrogênio, que reduzem a elasticidade dos tecidos;
  • Envelhecimento natural das estruturas pélvicas;
  • Sobrepeso, que aumenta a pressão sobre a bexiga;
  • Constipação crônica, que eleva a pressão abdominal repetidamente;
  • Cirurgias ginecológicas prévias;
  • Infecções urinárias recorrentes ou irritação da bexiga;
  • Doenças neurológicas que interferem no controle urinário.


Quais tipos de incontinência urinária podemos tratar com laser vaginal?


O laser vaginal é uma opção terapêutica não cirúrgica para alguns casos de incontinência urinária feminina, especialmente quando os sintomas são leves a moderados e estão associados à frouxidão dos tecidos vaginais e do assoalho pélvico. 


Segundo publicações de sociedades médicas como a International Urogynecological Association, essa tecnologia pode auxiliar principalmente em situações nas quais há deficiência de suporte uretral ou atrofia urogenital.


Porém, reforçamos que a indicação deve sempre ser individualizada após avaliação especializada.


Os tipos de incontinência urinária que podemos considerar para tratamento com laser vaginal incluem:


  • Incontinência urinária de esforço leve a moderada, que ocorre ao tossir, rir, correr ou fazer esforço físico, sendo a principal indicação estudada para o uso do laser;
  • Incontinência urinária mista com predomínio de esforço, quando há sintomas combinados, mas a perda relacionada ao esforço é o componente principal;
  • Casos selecionados de urgência leve associados à atrofia urogenital, quando a melhora da qualidade do tecido vaginal pode contribuir para redução dos sintomas.
  • Incontinência associada à síndrome geniturinária da menopausa, em que a atrofia vaginal e uretral contribui para perdas urinárias leves.


No nosso blog, temos um artigo completo sobre o laser vaginal para menopausa, acesse para saber mais!


Como funciona o laser vaginal no tratamento da incontinência urinária? 


O laser vaginal utilizado no tratamento da incontinência urinária atua por meio da aplicação controlada de energia térmica na mucosa vaginal e nos tecidos de sustentação da uretra. 


Esse estímulo promove aquecimento profundo e microlesões controladas que desencadeiam um processo de regeneração local, com aumento da produção de colágeno, melhora da vascularização e maior firmeza dos tecidos. 


Como consequência, há melhora do suporte uretral e da qualidade da mucosa vaginal, fatores que podem contribuir para reduzir perdas urinárias.


Normalmente, realizamos o tratamento em sessões rápidas, no próprio consultório.


Além disso, não é preciso internação, permitindo que a paciente retorne às atividades habituais no mesmo dia.


O procedimento é doloroso? Precisa de anestesia?


De modo geral, o procedimento costuma ser bem tolerado e descrito como pouco doloroso. 


A maioria das pacientes sente apenas leve sensação de calor, pressão ou pequenos desconfortos durante a aplicação.


Por isso, na maior parte dos casos, não é necessária anestesia, podendo ser usado apenas um anestésico tópico se houver maior sensibilidade individual. 


Após a sessão, pode ocorrer discreta sensação de ardor ou aumento da sensibilidade local por curto período.


Porém, complicações relevantes são incomuns quando o procedimento é realizado pela especialista e após avaliação adequada da indicação.


Quantas sessões são necessárias e quanto tempo dura o efeito?


Costumamos recomendar entre duas e três sessões iniciais, realizadas com intervalos de aproximadamente quatro a seis semanas.


Isso permite que o organismo produza novo colágeno e ocorra a remodelação dos tecidos. 


Algumas pacientes já percebem melhora após a primeira aplicação, mas o efeito costuma se tornar mais evidente progressivamente ao longo das semanas seguintes, conforme o processo de regeneração se completa.


Em relação à duração dos resultados, o efeito não é considerado permanente, já que o envelhecimento natural dos tecidos e fatores hormonais continuam atuando. 


Na prática, muitas pacientes mantêm a melhora dos sintomas por cerca de 12 a 18 meses.


Podemos também recomendar uma sessão de manutenção anual para prolongar os benefícios.



Lembramos que os melhores resultados costumam ocorrer quando associamos o laser a outras medidas, como fortalecimento do assoalho pélvico, controle do peso e tratamento da atrofia hormonal.


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Quando procurar a especialista para avaliar se o laser é indicado no seu caso?


Indicamos a avaliação com a especialista sempre que a mulher apresenta perda urinária, mesmo que em pequenas quantidades, e percebe impacto na rotina ou na segurança para realizar atividades do dia a dia. 


Muitas pacientes adiam a consulta por acreditarem que a incontinência é algo “normal”.


Entretanto, a persistência dos sintomas merece investigação para identificar a causa e definir o tratamento mais adequado. 


Também recomendamos a consulta quando: 


  • Já foram tentadas medidas como exercícios do assoalho pélvico ou uso de medicamentos sem melhora suficiente;
  • Há sintomas de atrofia vaginal associados, como ressecamento e desconforto;
  • A paciente busca uma alternativa minimamente invasiva antes de considerar procedimentos cirúrgicos. 


Durante a avaliação, analisamos o tipo de incontinência, a intensidade das perdas, o histórico clínico e ginecológico e solicitamos os exames necessários.


Portanto, se você apresenta sintomas de incontinência urinária ou deseja saber se o laser vaginal pode ser indicado para o seu caso, agende uma consulta com a Dra. Graziele Cervantes.



Ela poderá realizar uma avaliação individualizada e orientar a melhor abordagem para a sua saúde e qualidade de vida!



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Formação da Dra. Graziele Cervantes

  • Ginecologista e Obstetra formada pela Maternidade Darcy Vargas - SC em 2016;
  • Especialização em Endoscopia Ginecológica e Endometriose pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2016-2018);
  • Curso de Imersão em Laparoscopia em Clermont-Ferrand, França (2019);
  • Especialização em Longevidade e Medicina Ortomolecular;
  • Médica Assistente do Setor de Endoscopia Ginecológica e Endometriose da Santa Casa de São Paulo;
  • Professora da Pós Graduação de Videoalaparoscopia e Histeroscopia da Santa Casa de São Paulo - NAVEG;
  • Mestra da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
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