A histerectomia robótica é uma das técnicas mais modernas para a retirada do útero, trazendo mais precisão cirúrgica e uma recuperação mais confortável para a paciente.
Indicada em diferentes condições ginecológicas, essa abordagem utiliza tecnologia avançada que permite à cirurgiã realizar movimentos delicados com visão ampliada e controle extremamente preciso.
Isso favorece maior segurança durante o procedimento e menor trauma aos tecidos.
Diante da indicação cirúrgica, é natural surgirem dúvidas sobre como a operação é realizada, quais são suas vantagens e o que esperar do pós-operatório.
Neste texto, vamos explicar como funciona a histerectomia robótica, quando ela é indicada e como costuma ser a recuperação.
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O que é a histerectomia robótica e em quais casos indicamos?
A histerectomia robótica é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva utilizada para a retirada do útero com o auxílio de um sistema robótico controlado pela cirurgiã.
Nesse método, a especialista opera a partir de um console, comandando braços robóticos que realizam movimentos extremamente precisos por meio de pequenas incisões no abdômen, com visualização ampliada em alta definição.
No geral, esta cirurgia segue os mesmos princípios da laparoscopia, porém, oferece maior precisão, melhor ergonomia e facilidade técnica em casos complexos, contribuindo para menor sangramento, menos dor pós-operatória e recuperação mais rápida.
Assim, podemos indicar a histerectomia robótica em diferentes situações ginecológicas, incluindo:
- Miomas uterinos sintomáticos, principalmente volumosos ou múltiplos;
- Sangramento uterino anormal que não respondeu a tratamento clínico;
- Endometriose profunda com comprometimento pélvico;
- Adenomiose com dor ou sangramento importantes;
- Prolapso uterino em casos selecionados;
- Câncer ginecológico em estágios iniciais (como câncer de endométrio);
- Necessidade de histerectomia em pacientes com obesidade ou cirurgias prévias, onde a via aberta teria maior risco.
No nosso blog, temos um artigo completo sobre a
histerectomia, confira!
Como funciona a cirurgia robótica na prática? O robô opera sozinho?
Na prática, a cirurgia robótica é um procedimento minimamente invasivo em que a cirurgiã utiliza um sistema robótico para realizar a operação.
Após a anestesia, fazemos pequenas incisões no abdômen por onde são introduzidos uma câmera de alta definição e os instrumentos cirúrgicos acoplados aos braços do robô.
Então, nos posicionamos em um console próximo à paciente e passamos a controlar todos os movimentos desses instrumentos em tempo real, visualizando o campo cirúrgico em imagem tridimensional ampliada.
Isso permite dissecações mais delicadas, melhor identificação das estruturas e maior estabilidade dos movimentos, especialmente em regiões profundas da pelve.
É importante esclarecer que o robô não opera sozinho nem toma decisões de forma automática.
Ele apenas reproduz com extrema precisão os comandos que realizamos, funcionando como uma ferramenta que traduz os movimentos das mãos da especialista em movimentos menores, mais firmes e com filtragem de tremores naturais.
Dessa forma, todo o procedimento continua sendo conduzido integralmente pela equipe cirúrgica, que controla cada etapa da operação.
Como é o preparo antes da histerectomia robótica?
O preparo antes da histerectomia robótica começa com uma avaliação completa para confirmarmos a indicação da cirurgia e garantirmos que a paciente esteja em condições seguras para o procedimento.
Nessa fase, revisamos o histórico clínico, cirúrgico e medicamentoso, solicitamos exames laboratoriais, avaliação cardiológica e exames de imagem que ajudam a planejar a técnica operatória.
Além disso, é o momento de esclarecer dúvidas, explicar como será a cirurgia, discutir possíveis riscos e orientar sobre a recuperação, permitindo que a paciente chegue ao procedimento mais tranquila e bem informada.
Nos dias que antecedem a cirurgia, podemos orientar sobre suspender determinados medicamentos, ajustar tratamentos hormonais, manter alimentação leve e iniciar jejum pelo período indicado antes da anestesia.
Em algumas situações, recomendamos preparo intestinal ou uso de medicações preventivas, dependendo da doença a ser tratada e do planejamento cirúrgico.
No dia do procedimento, a paciente é orientada a comparecer ao hospital sem acessórios, maquiagem ou esmaltes escuros.
Ela irá realizar a admissão hospitalar e passar por avaliação da equipe de enfermagem e do anestesista.
Esse preparo cuidadoso ajuda a reduzir riscos, otimizar o tempo cirúrgico e favorecer uma recuperação mais segura.
Como é a recuperação após a histerectomia robótica?
A recuperação após a histerectomia robótica costuma ser mais rápida e confortável quando comparada à cirurgia tradicional.
Logo após o procedimento, a paciente permanece em observação enquanto a anestesia passa e, na maioria dos casos, já consegue se levantar e caminhar com auxílio ainda no mesmo dia ou no dia seguinte.
Isso ajuda a reduzir o risco de trombose e favorece a recuperação intestinal.
A internação geralmente é curta, frequentemente entre 24 e 48 horas, dependendo da complexidade da cirurgia e das condições clínicas.
Nos primeiros dias em casa, é comum sentir leve dor abdominal, sensação de cansaço e algum desconforto nas incisões, sintomas que costumam ser controlados com analgésicos simples.
Como o trauma cirúrgico é menor, a recuperação das atividades cotidianas tende a acontecer de forma progressiva.
Costumamos liberar caminhadas leves precocemente, enquanto esforços físicos, levantamento de peso, exercícios intensos e relações sexuais normalmente precisam ser evitados por algumas semanas.

rotina leve em cerca de duas a quatro semanas, embora a recuperação completa interna dos tecidos possa levar um pouco mais de tempo.
Histerectomia robótica: conte com a Dra. Graziele Cervantes
Saber se a histerectomia robótica é a melhor opção para o seu caso depende de uma avaliação cuidadosa.
Assim, precisamos considerar o diagnóstico, o tamanho do útero, a presença de miomas, endometriose, sangramento anormal ou outras condições, além do seu histórico cirúrgico e estado geral de saúde.
Por isso, diante da recomendação de cirurgia ginecológica, o ideal é procurar uma ginecologista com experiência em cirurgia robótica que seja capaz de avaliar detalhadamente o seu quadro.
Se você recebeu indicação de histerectomia, apresenta sintomas ginecológicos irregulares ou deseja uma segunda opinião sobre a melhor forma de tratamento, agende uma consulta com a Dra. Graziele Cervantes.
Como especialista em cirurgia robótica e técnicas minimamente invasivas, ela irá fornecer uma orientação completa sobre o seu caso!
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Formação da Dra. Graziele Cervantes
- Ginecologista e Obstetra formada pela Maternidade Darcy Vargas - SC em 2016;
- Especialização em Endoscopia Ginecológica e Endometriose pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2016-2018);
- Curso de Imersão em Laparoscopia em Clermont-Ferrand, França (2019);
- Especialização em Longevidade e Medicina Ortomolecular;
- Médica Assistente do Setor de Endoscopia Ginecológica e Endometriose da Santa Casa de São Paulo;
- Professora da Pós Graduação de Videoalaparoscopia e Histeroscopia da Santa Casa de São Paulo - NAVEG;
- Mestra da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.










