Infertilidade e malformação mulleriana

11 de julho de 2024
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Você quer entender a relação entre infertilidade e malformação mulleriana?

As malformações müllerianas são anomalias congênitas do trato reprodutivo feminino, resultantes de defeitos no desenvolvimento durante a vida fetal.


Essas anomalias podem variar desde formas leves, que podem passar despercebidas, até formas graves, que comprometem a função reprodutiva.


Nesse sentido, mulheres com malformações müllerianas frequentemente enfrentam desafios adicionais na busca pela maternidade, incluindo maior risco de abortos recorrentes, partos prematuros e outras complicações.


Portanto, é essencial que as pacientes que suspeitam de malformações ou enfrentam dificuldades para engravidar busquem orientação especializada para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento personalizado.


Infertilidade e malformação mulleriana: qual a relação?


As malformações uterinas são irregularidades no útero que surgem durante a vida fetal.


Durante o desenvolvimento de uma menina, ainda na barriga de sua mãe,  seu útero se forma a partir de duas estruturas tubulares chamadas ductos müllerianos, que inicialmente são duas metades separadas e se fundem antes do nascimento.


Quando ocorre algum problema nesse desenvolvimento, temos uma malformação  que pode aumentar o risco de infertilidade devido a problemas estruturais, dificultando tanto a implantação do embrião quanto o desenvolvimento do feto durante a gravidez.


Dependendo do tipo e da severidade da malformação, pode haver um risco elevado de abortos espontâneos no primeiro e segundo trimestres, parto prematuro, restrição do crescimento fetal, pré-eclâmpsia, e posicionamento inadequado do bebê para o parto, entre outras complicações.


No nosso blog, temos um artigo completo sobre os tipos de malformação uterina – mulleriana, acesse e entenda melhor!


Qual é a prevalência de malformações mullerianas em mulheres inférteis?


A prevalência de malformações genitais femininas varia, porém, um estudo aponta uma ocorrência entre 0,4% e 10,8% na população geral.

Entre mulheres inférteis, a prevalência é mais alta, variando de 7,3% a 8%.


Essa taxa aumenta ainda mais, para cerca de 16,7%, em mulheres com histórico de abortos recorrentes​.


Como dissemos, as malformações aumentam o risco de infertilidade devido a problemas estruturais que dificultam a implantação do embrião e o desenvolvimento do feto durante a gravidez.


Dessa forma, a identificação e o tratamento dessas anomalias são fundamentais para melhorar as chances de gestação bem-sucedida em mulheres afetadas.


Como diagnosticamos as malformações mullerianas?


Iniciamos o diagnóstico das malformações müllerianas analisando o histórico médico da paciente e os sinais apresentados pela paciente.


Embora muitas vezes sejam assintomáticas, os sintomas, quando presentes, podem incluir cólica menstrual, fluxo menstrual aumentado ou irregular e alterações intestinais.


Em seguida, costumamos solicitar exames de imagem para confirmar a presença da malformação.


Os mais comuns são o ultrassom tridimensional, que permite uma visualização detalhada da anatomia uterina, e a ressonância magnética, que oferece uma visão clara e precisa das estruturas internas do útero.


Além disso, podemos realizar a histerossalpingografia, um procedimento que envolve a introdução de um contraste no útero e nas trompas de Falópio, seguido de radiografias para examinar a cavidade uterina e verificar a permeabilidade das trompas.



Infertilidade e malformação mulleriana: quais tratamentos estão disponíveis?


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O tratamento para mulheres com malformações müllerianas que desejam engravidar é geralmente cirúrgico, com o objetivo de corrigir a forma do útero.


Os procedimentos cirúrgicos específicos dependem do tipo de malformação.


Para as mulheres que apresentam outras complicações, como alterações no endométrio e miométrio, pode ser necessário um acompanhamento contínuo e, em alguns casos, o uso de tratamentos adicionais para melhorar o ambiente uterino para a gravidez.


É importante notar, contudo, que o tratamento cirúrgico nem sempre é totalmente eficaz, pois podem existir alterações vasculares ou funcionais no endométrio, miométrio e colo uterino associadas às malformações uterinas.


Ademais, se a mulher não apresentar sintomas ou dificuldades para engravidar, o tratamento pode não ser necessário.


Existem riscos associados à gravidez em mulheres com malformações mullerianas?


Sim, existem riscos associados à gravidez em mulheres com malformações müllerianas.


Assim sendo, o acompanhamento pré-natal dessas pacientes deve ser realizado em critério de alto risco devido à maior probabilidade de complicações.


Entre as principais complicações estão o aumento do risco de abortos recorrentes, partos prematuros, restrição de crescimento fetal, pré-eclâmpsia e outras complicações obstétricas.


Além disso, quando a concepção natural é difícil de ser alcançada, a fertilização in vitro (FIV) pode ser uma opção para tratar a infertilidade causada por malformações uterinas.


Nos casos mais graves, onde a mulher não consegue levar a gravidez de forma segura, a opção de gerar o filho em um útero de substituição pode ser considerada​.


Esses cuidados especiais e alternativas de tratamento são importantes para aumentar as chances de uma gravidez bem-sucedida e para minimizar os riscos tanto para a mãe quanto para o bebê.


Como o acompanhamento médico durante a gravidez difere em mulheres com essas malformações?


As mulheres com essas malformações requerem consultas pré-natais mais frequentes para monitorar de perto o desenvolvimento do feto e identificar precocemente qualquer complicação.


Frequentemente, utilizamos exames de imagem, como ultrassonografias detalhadas e ressonância magnética, para avaliar a estrutura do útero e o desenvolvimento do feto.


Essa vigilância intensificada é essencial para prevenir e tratar complicações como abortos espontâneos e partos prematuros.


Além disso, em alguns casos, intervenções médicas ou cirúrgicas podem ser necessárias para prevenir o parto prematuro.



Por isso, se você suspeitar de malformação uterina ou estiver experimentando dificuldade para engravidar, agende uma consulta com a ginecologista o quanto antes.


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Essa consulta permitirá uma avaliação detalhada e a realização dos exames necessários para diagnosticar possíveis malformações e planejar o melhor tratamento para o seu caso!

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Formação da Dra. Graziele Cervantes

  • Ginecologista e Obstetra formada pela Maternidade Darcy Vargas - SC em 2016;
  • Especialização em Endoscopia Ginecológica e Endometriose pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2016-2018);
  • Curso de Imersão em Laparoscopia em Clermont-Ferrand, França (2019);
  • Especialização em Longevidade e Medicina Ortomolecular;
  • Médica Assistente do Setor de Endoscopia Ginecológica e Endometriose da Santa Casa de São Paulo;
  • Professora da Pós Graduação de Videoalaparoscopia e Histeroscopia da Santa Casa de São Paulo - NAVEG;
  • Mestra da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
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