O HPV tem cura? Descubra nesse artigo

31 de janeiro de 2023
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Você quer entender melhor essa doença e se pergunta se o HPV tem cura?

Antes de mais nada, o papilomavírus, conhecido como HPV, é uma infecção sexualmente transmissível que possui potencial de provocar feridas em diversas áreas do corpo, além da possibilidade de evolução para câncer do colo do útero.


Em muitos casos, a infecção e a eliminação do HPV ocorrem de maneira totalmente assintomática, pois o sistema imunológico consegue se livrar do vírus sem maiores complicações.


Porém, em uma parcela dos casos, o organismo não consegue lidar com o vírus, que fica latente no organismo e pode causar alguns sintomas, como as verrugas. 


Como ocorre a infecção do HPV?


O HPV genital é transmitido, principalmente, durante o sexo vaginal, oral ou anal desprotegido.


E é bom ressaltar que o uso de preservativo, seja feminino ou masculino, diminui muito as chances de transmissão, mas não impede totalmente a infecção, já que o papilomavírus pode estar presente em diferentes áreas do corpo.


A apresentação clínica do papilomavírus irá depender das condições do sistema imunológico da pessoa infectada e com qual subtipo do vírus estamos lidando.


Qual o risco da infecção pelo HPV?


Inicialmente, precisamos entender que existem dois grupos do HPV. 


Diferenciamos os subtipos do vírus entre baixo risco e alto risco para causarem câncer.


  • HPV de baixo risco: Alguns tipos do papilomavírus podem causar verrugas na pele, genitais, vagina, ânus e até mesmo no colo do útero. Porém, essas variantes são consideradas de baixo risco porque, raramente, evoluem para câncer.
  • HPV de alto risco: Dentre os mais de 100 tipos de papilomavírus identificados, 14 podem se tratar de neoplasias pré-malignas, uma lesão com risco aumentado de se tornar câncer.


Principalmente os tipos 16 e 18 do HPV são considerados de alto risco. O instituto Nacional do Câncer estima que, no Brasil, 16.710 novos casos de câncer do útero ocorram anualmente. Desse número, 70% dos diagnósticos estão relacionados ao HPV. 


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Tratamento da Infecção: O HPV tem cura permanente?


Atualmente, não temos um tratamento que elimine o vírus do corpo. 


No entanto, temos evidências que, em geral, uma infecção por HPV dura de um a dois anos e, após esse período, o sistema imunológico da paciente consegue eliminá-lo do organismo.


De forma geral, as medidas de tratamento são focadas nas feridas e vão desde o uso de cremes tópicos aplicados sobre as lesões que estão visíveis até cirurgia para retirada imediata da ferida.


Também é possível recorrer a cauterização química, eletrocauterização, crioterapia e laser.


O acompanhamento médico durante todo o tratamento é essencial para entender qual será o comportamento das feridas, já que existe a chance de elas voltarem ou aumentarem.


É possível ficar imune ao vírus? 


Através do uso da vacina, é possível desenvolver imunidade a alguns tipos do HPV.


No entanto, como existem cerca de 150 tipos de papilomavírus classificados, ainda não há como ficar imune a todas as formas do vírus.


Como prevenir a contaminação?



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Além do uso do preservativo, existem outras formas de prevenção, como a vacina e exames periódicos.


A vacina do HPV é uma forma muito eficaz de evitar certos tipos da doença. De acordo com o Ministério da Saúde ela é distribuída de forma gratuita para os seguintes grupos:


  • Meninos e meninas de 9 a 14 anos;
  • Homens e mulheres imunossuprimidos, de 9 a 45 anos, que vivem com HIV/aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos.


Assim como muitas outras doenças ginecológicas, fazer o diagnóstico precoce é muito importante.


Por isso, lembramos que é essencial que você procure o seu médico anualmente e realize os exames solicitados!

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Formação da Dra. Graziele Cervantes

  • Ginecologista e Obstetra formada pela Maternidade Darcy Vargas - SC em 2016;
  • Especialização em Endoscopia Ginecológica e Endometriose pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2016-2018);
  • Curso de Imersão em Laparoscopia em Clermont-Ferrand, França (2019);
  • Especialização em Longevidade e Medicina Ortomolecular;
  • Médica Assistente do Setor de Endoscopia Ginecológica e Endometriose da Santa Casa de São Paulo;
  • Professora da Pós Graduação de Videoalaparoscopia e Histeroscopia da Santa Casa de São Paulo - NAVEG;
  • Mestra da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
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